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Montenegro diz que eventual envio de militares portugueses para missão de paz na Ucrânia será decidido apenas se necessário
Publicado em 06/01/2026 19:28
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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta terça-feira que uma eventual participação de militares portugueses numa futura força internacional de manutenção de paz na Ucrânia só será avaliada mais tarde e apenas se as circunstâncias o exigirem.

À saída de uma reunião da chamada Coligação da Boa Vontade, realizada em Paris, o chefe do Governo sublinhou que essa possibilidade será sempre analisada no âmbito do processo de decisão interna, frisando que poderá nem sequer vir a ser necessária. “Não estou a adiantar que vamos chegar a esse ponto, porque pode nunca ser necessário, mesmo num cenário de paz consolidada”, referiu.

Montenegro destacou que Portugal pode contribuir para uma missão de paz de várias formas, nomeadamente através de apoio logístico, treino e formação, estruturas de comando, bem como com meios aéreos e marítimos. Ainda assim, garantiu que o país estará à altura dos seus compromissos internacionais. “Portugal estará sempre à altura das suas responsabilidades perante os parceiros e aliados”, assegurou.

O primeiro-ministro afastou qualquer envio de tropas enquanto o conflito armado continuar, admitindo apenas uma eventual participação futura das Forças Armadas portuguesas numa missão multinacional de paz, e apenas após um cessar-fogo entre a Ucrânia e a Rússia. Recordou ainda o envolvimento de Portugal noutras missões internacionais, como no flanco leste da NATO, na Eslováquia e na Roménia.

A cimeira, copresidida pelo presidente francês Emmanuel Macron, pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer e pelo chanceler alemão Friedrich Merz, reuniu representantes de 35 países, incluindo líderes europeus, o Canadá, a Austrália, o Japão e a Turquia. O encontro contou também com a presença do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e dos presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, António Costa e Ursula von der Leyen.

 

Luís Montenegro considerou o balanço da reunião “muito positivo”, destacando a participação, pela primeira vez, de uma delegação dos Estados Unidos. Entre os temas em debate estiveram o apoio continuado à Ucrânia, a monitorização de um eventual cessar-fogo e a criação de garantias de segurança a longo prazo.

FonteJn © Créditos: AF

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