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Líder do PCP apela à adesão à greve geral contra o pacote laboral do Governo
Paulo Raimundo defende que a contestação ao pacote laboral do Governo “também é uma luta pelos direitos das crianças e das famílias”
Por Redação
Publicado em 01/06/2026 19:06 • Atualizado 01/06/2026 19:28
Nacional
Foto:António Pedro Santos

Setúbal, 01 jun 2026 (Lusa) – O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, apelou esta segunda-feira à participação na greve geral de quarta-feira contra o pacote laboral apresentado pelo Governo, defendendo que a contestação vai além do mundo do trabalho e envolve também os direitos das famílias e das crianças.

Durante uma visita a trabalhadores da fábrica Autoneum, no concelho de Setúbal, o líder comunista procurou associar o Dia Internacional da Criança às condições laborais, sublinhando que salários baixos, horários por turnos e situações de precariedade têm impacto direto na vida familiar.

Paulo Raimundo defendeu que não é possível garantir plenamente os direitos das crianças sem assegurar também os direitos dos pais, considerando que ambos estão interligados. Nesse sentido, reforçou o apelo à greve geral, afirmando que a paralisação representa também uma forma de defesa da vida familiar e da estabilidade laboral.

O dirigente do PCP criticou ainda as alterações à legislação laboral propostas pelo Governo, argumentando que poderão agravar a precariedade, aumentar a desregulação dos horários de trabalho e intensificar a pressão sobre os trabalhadores.

Paulo Raimundo mostrou-se confiante numa forte adesão à greve geral e defendeu que a contestação ao pacote laboral deverá prosseguir para lá da paralisação de quarta-feira, caso não haja recuo nas propostas do Executivo.

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