O Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado inicia a sua programação anual com a inauguração de quatro novas exposições, numa estratégia que pretende promover o cruzamento entre a história da arte portuguesa e a produção contemporânea, além de reforçar a projeção internacional da instituição.
Uma das exposições é dedicada à artista Maria Augusta Bordalo Pinheiro, figura ligada ao design, ao ensino e à recuperação das artes de rendas de bilros. A mostra, intitulada Linhas Cruzadas, apresenta obras menos conhecidas da artista em diálogo com trabalhos de criadoras contemporâneas, como Ana Silva, Joana Vasconcelos e Sonia Gomes.
Segundo a diretora do museu, Filipa Oliveira, o projeto procura estabelecer um arco temporal entre o modernismo e a arte contemporânea, refletindo a missão do museu de estudar e divulgar a arte produzida em Portugal desde o século XIX até aos dias atuais.
O programa inclui ainda a estreia de dois jovens artistas em grandes instituições museológicas: Jaime Welsh, com a obra A Oferta, e Mariana Duarte Santos, com Calafrio, além de uma proposta coletiva dos estudantes de curadoria da Universidade de Coimbra.
A direção do museu pretende também reforçar parcerias com escolas e instituições nacionais e estrangeiras, com o objetivo de abrir a programação à comunidade e promover a circulação do acervo artístico, que integra cerca de 6.000 peças.
Quanto ao projeto de ampliação do museu, avaliado em cerca de oito milhões de euros, continua sem avanços conhecidos, mantendo-se a necessidade de financiamento para a sua concretização. A instituição conta ainda com o apoio da Fundação Fundação Millennium bcp para o desenvolvimento da programação cultural.
Fonte:Lusa / Foto:Antonio Cotrim