O fim das portagens para veículos pesados na CREP/A41 está a ser apontado como uma mudança estrutural para a mobilidade e economia da Área Metropolitana do Porto. A medida foi classificada como “muito positiva” por Pedro Duarte, que defende que esta decisão corrige uma desigualdade antiga e reforça a competitividade da região Norte.
A abolição das portagens para pesados nesta circular externa ao Grande Porto deverá aliviar significativamente os custos das empresas de transporte e logística, setor que há vários anos reivindicava a eliminação desta cobrança. Empresários argumentavam que as portagens levavam muitos camiões a optar por percursos alternativos dentro das cidades, aumentando o congestionamento, o desgaste das vias urbanas e os níveis de poluição.
Com a medida agora anunciada, espera-se uma redistribuição do tráfego pesado para a via estruturante, concebida precisamente para retirar circulação dos centros urbanos. Para Pedro Duarte, trata-se de um passo decisivo para melhorar a fluidez do trânsito, reduzir custos operacionais e tornar a região mais atrativa para o investimento.
A decisão é vista também como um sinal político forte para o Norte do país, numa altura em que o debate sobre coesão territorial e competitividade regional ganha novo fôlego. Autarcas e agentes económicos consideram que o impacto poderá ser imediato na atividade empresarial, sobretudo nos concelhos atravessados pela A41.
Apesar do entusiasmo, a medida levanta igualmente questões sobre o impacto financeiro da perda de receita das portagens e a forma como será compensada. Ainda assim, no plano regional, o sentimento dominante é de que se trata de uma reivindicação antiga que finalmente sai do papel.
Fonte:Lusa / Foto:Estela Silva Lusa