O Tribunal Criminal de Guimarães condenou quatro homens que se faziam passar por inspetores da Polícia Judiciária a penas de prisão efetiva entre cinco anos e nove meses e nove anos e oito meses, por crimes de burla, sequestro e falsificação de documentos.
Segundo o coletivo de juízes, o grupo preparou um plano para realizar falsas operações de busca domiciliária, iniciando a atividade criminosa em junho de 2024. Os arguidos utilizavam coletes, crachás e cartões falsos da polícia, além de mandados de busca também forjados, para convencer empresários a deixar que entrassem nas suas residências.
As vítimas, acreditando tratar-se de uma intervenção policial legítima, permitiam a entrada dos suspeitos, que durante as “buscas” roubavam dinheiro, joias e relógios, bens avaliados em mais de 430 mil euros.
O tribunal considerou provados os principais factos da acusação e destacou que os arguidos confessaram parcialmente os crimes durante o julgamento. A juíza presidente criticou a forma como os acusados encararam os acontecimentos, afirmando que não se tratou de uma brincadeira, sobretudo para as vítimas que foram prejudicadas dentro das suas próprias casas.
Quatro dos envolvidos foram condenados a penas únicas de nove anos e oito meses, oito anos e seis meses, seis anos e cinco anos e nove meses, enquanto um quinto arguido recebeu uma pena de dois anos de prisão suspensa por três anos, devido à menor participação nos crimes.
O tribunal decidiu ainda declarar perdido a favor do Estado cerca de 280 mil euros e determinou que os arguidos paguem, solidariamente, aproximadamente 200 mil euros de indemnização às vítimas. Um dos acusados pediu desculpa às vítimas e à Polícia Judiciária no início do julgamento, reconhecendo o uso indevido do nome da instituição para cometer os crimes.
Fonte:CNN Portugal / Foto:ARQUIVO