O Ministério Público (Portugal) e a Polícia de Segurança Pública detiveram esta quarta-feira mais sete agentes no âmbito da investigação relacionada com alegados episódios de tortura e violência policial ocorridos na Esquadra do Rato, em Lisboa.
O caso diz respeito a um segundo processo aberto sobre os mesmos factos, depois de, numa fase anterior da investigação, outros dois polícias terem sido colocados em prisão preventiva por suspeitas de envolvimento nas agressões.
As acusações envolvem alegados atos de violência extrema contra vários emigrantes, incluindo agressões com bastões, tortura psicológica e humilhações durante a permanência das vítimas nas instalações policiais.
A investigação continua em curso com o objetivo de identificar outros eventuais suspeitos, estando as autoridades a analisar testemunhos, registos fotográficos e vídeos que terão circulado em grupos privados de mensagens de agentes policiais.
A Polícia de Segurança Pública salientou que foi a própria instituição a denunciar a situação às autoridades judiciais, defendendo uma política de tolerância zero face a comportamentos abusivos dentro das forças de segurança.
Paralelamente, a investigação enfrenta limitações processuais, uma vez que o juiz de instrução não classificou o caso como de especial complexidade, o que reduziu os prazos de investigação do processo.
A Inspeção-Geral da Administração Interna mantém igualmente processos disciplinares em curso para apurar responsabilidades administrativas, podendo novos arguidos ser constituídos caso surjam provas adicionais durante a investigação.
Fonte:CNN Portugal / Foto:Direitos Reservados