O Município de Barcelos promoveu esta sexta-feira a tertúlia “Violência Doméstica: Entender e Agir”, no Auditório dos Paços do Concelho, no âmbito do projeto CLDS 5G – Contrato Local de Desenvolvimento Social de 5.ª Geração. O encontro reuniu especialistas, instituições e representantes comunitários para sensibilizar e mobilizar a sociedade contra a violência doméstica.
Na abertura da sessão, o vereador da Ação Social, José Paulo Matias, destacou que a prevenção exige uma atuação que vá além da lei, baseada em proximidade, trabalho em rede e capacitação das comunidades: “Comunidades informadas, mobilizadas e solidárias são essenciais para quebrar ciclos de violência e promover oportunidades de mudança”.
O diretor do Centro Distrital de Braga do Instituto da Segurança Social, João Ferreira, sublinhou a gravidade do fenómeno, apontando a violência doméstica como uma das “mais graves fraturas sociais do nosso tempo” e apelando à prevenção como medida central.
A tertúlia contou ainda com intervenções de representantes do Centro Social, Cultural e Recreativo Abel Varzim, do Centro Social da Paróquia de Arcozelo e da Cruz Vermelha de Barcelos, que destacaram o trabalho das suas instituições no apoio às vítimas e na promoção de comunidades mais seguras.
Seguiu-se o painel de debate, moderado por Marco Magalhães, diretor do Departamento de Educação, Saúde e Ação Social do Município, com especialistas de diversas áreas: apoio social, políticas públicas, intervenção comunitária, saúde mental e proteção da família. O painel reforçou a importância da ação conjunta entre instituições, profissionais e cidadãos para prevenir a violência e apoiar quem sofre com ela.
Segundo dados da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, em 2025 registaram-se 29 828 ocorrências de violência doméstica, com 25 vítimas mortais — 22 mulheres, duas crianças e um homem. No concelho de Barcelos, a violência doméstica foi a segunda problemática mais sinalizada, com 165 casos reportados.
A iniciativa integra-se no CLDS 5G – Barcelos, financiado pelo programa Pessoas 2030, Portugal 2030, com cofinanciamento da União Europeia, envolvendo entidades locais como o Centro Social Cultural e Recreativo Abel Varzim, o Centro Social da Paróquia de Arcozelo e a Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Barcelos.