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Benfica pede esclarecimentos e sanções ao FC Porto no caso dos e‑mails
Clube encarnado questiona ausência de decisões da FPF mais de oito anos após o início do processo
Publicado em 20/03/2026 18:15 • Atualizado 20/03/2026 18:15
Desporto

O Sport Lisboa e Benfica solicitou esta sexta‑feira ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) um esclarecimento formal sobre o desfecho do chamado “caso dos e‑mails” e exigiu que sejam aplicadas as respetivas sanções ao Futebol Clube do Porto, disse o clube em comunicado.

Na nota divulgada, o Benfica afirma que quer saber “quais as consequências e sanções desportivas a aplicar” ao FC Porto pela divulgação de comunicações privadas obtidas de forma ilícita, referindo‑se a factos que remontam entre abril de 2017 e fevereiro de 2018. O clube recorda que o processo disciplinar foi instaurado no final de 2017, mas que, passados mais de oito anos e meio, não houve desenvolvimentos aparentes nem decisões claras sobre o caso.

O comunicado sublinha que, segundo decisões judiciais transitadas em julgado, ficou provado que a FC Porto SAD, através do seu então diretor de comunicação, utilizou canais oficiais para divulgar conteúdos obtidos ilicitamente e formulou acusações graves contra o Benfica, incluindo alegações de corrupção, manipulação de árbitros e alteração da verdade desportiva, com impacto reputacional.

O Benfica acrescenta que essas condutas não foram atos isolados, mas sim praticadas no exercício de funções com o conhecimento e apoio público da direção do FC Porto, defendendo que “não subsistem, nesta altura, factos por apurar ou analisar”. Por isso, considera “imperativo e urgente” que o Conselho de Disciplina esclareça, sem mais demoras, quais serão as sanções desportivas a aplicar face à gravidade dos factos confirmados em tribunal.

O caso dos e‑mails tem sido um dos processos mais controversos no futebol português, com decisões judiciais que já obrigaram o FC Porto a pagar indemnizações ao Benfica, incluindo um valor de cerca de 605 mil euros pelo uso indevido de correspondência privada, conforme relatado em instâncias judiciais anteriores. 

Fonte:Lusa / Foto:Manuel de Almeida

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