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“Greve na função pública concentra-se em saúde e educação”
Paralisação de 24 horas afeta também justiça, segurança social e registos, segundo sindicato
Publicado em 23/03/2026 07:52 • Atualizado 23/03/2026 07:55
Sociedade

Os trabalhadores da função pública cumprem esta segunda-feira uma greve de 24 horas, convocada pela Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesinap). A paralisação iniciou-se à meia-noite e prolonga-se até às 23h59, abrangendo a administração central, regional e local.

O secretário-geral da Fesinap, Mário Rui, adiantou à Lusa que os setores mais afetados deverão ser a saúde e a educação, prevendo uma adesão particularmente forte nestas áreas. Contudo, a greve poderá causar constrangimentos noutros organismos do Estado, como o Instituto dos Registos e do Notariado, a Direção-Geral da Administração da Justiça, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo e o Instituto da Segurança Social.

Entre os motivos que levaram à convocação desta paralisação estão atrasos na avaliação de desempenho dos trabalhadores da Administração Pública, a criação da carreira de técnico auxiliar de ação educativa e a necessidade de reforço de contratações no setor da saúde.

A Fesinap defende a revisão do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP), considerando o modelo atual “injusto”, especialmente no que toca às quotas, pedindo que sejam eliminadas, como já acontece nos Açores. Esta revisão consta do novo acordo plurianual para valorização dos trabalhadores da Administração Pública, assinado em janeiro entre Governo, Fesap e STE, com negociações previstas para o segundo semestre.

O sindicato solicita ainda ser recebido pelo Governo para apresentar as suas propostas e integrar as negociações habituais entre o executivo e os representantes da administração pública.

Fonte:Lusa / Foto:Manuel de Almeida

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