Portugal registou 1.536 casos de tuberculose em 2024, o valor mais baixo de sempre, revela o mais recente relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS). Apesar da descida global, a taxa de infeção entre a população imigrante continua quase três vezes superior à média nacional, sublinhando desigualdades no acesso a cuidados de saúde.
Segundo o documento, os progressos recentes devem-se a estratégias eficazes de vacinação, diagnóstico precoce e tratamento dos casos ativos. A DGS destaca que estas medidas permitiram reduzir de forma consistente o número de novos casos nos últimos anos, consolidando Portugal como um dos países da União Europeia com menor incidência da doença.
O relatório salienta, no entanto, que a tuberculose continua a exigir vigilância, sobretudo em grupos mais vulneráveis. Entre os imigrantes, o acesso limitado a serviços de saúde, a moradia precária e as barreiras linguísticas ou administrativas contribuem para a maior exposição à doença.
As autoridades de saúde reforçam a importância de campanhas de sensibilização, rastreios regulares e acompanhamento médico adequado, para que esta tendência de redução se mantenha e a doença não volte a crescer em comunidades mais expostas.
Fonte e Foto:Inacio Rosa