MENU
Trabalhadores das IPSS protestaram no Porto e exigem retoma das negociações
Greve nacional e vigília frente à CNIS pressionam por melhorias salariais e condições de trabalho
Publicado em 26/03/2026 15:25 • Atualizado 26/03/2026 15:25
Sociedade

Cerca de 300 trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) concentraram-se hoje em frente à sede da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), no Porto, para exigir que as negociações laborais com os sindicatos ligados à CGTP sejam retomadas de forma séria.

Segundo o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, a CNIS terá fechado acordos com sindicatos menos representativos, ignorando as estruturas que realmente representam a maioria dos trabalhadores do setor. “Quando os trabalhadores não são ouvidos, só nos resta uma opção: a greve nacional”, afirmou.

Os manifestantes exigem que a CNIS negocie com os sindicatos mais representativos — incluindo CESP/FEPCES, FENPROF, SEP, SIFAP, FESAHT, SFP, STSSSS e STSS — para tratar de reivindicações como a aplicação do salário mínimo nacional de 1.050 euros e aumentos de pelo menos 15% nas restantes tabelas salariais, cerca de 150 euros por trabalhador.

Tiago Oliveira sublinhou que os trabalhadores das IPSS têm horários desregulados e dedicam grande parte da vida a uma causa social, sendo muitas vezes mal remunerados apesar da importância do seu trabalho para a comunidade. “Não se pode aceitar que a CNIS avance com aumentos simbólicos apenas para sindicatos que facilitam acordos, deixando de fora quem representa a verdadeira força laboral”, acrescentou.

O protesto incluiu uma greve de 24 horas, uma vigília e a entrega de um abaixo-assinado à CNIS, exigindo respostas às reivindicações apresentadas. A CNIS, por sua vez, afirmou à Lusa que as negociações não estão encerradas e mantém-se disponível para diálogo com todos os sindicatos representativos.

Fonte:Lusa / Foto:Pedro Granadeiro

Comentários