O Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto manifestou preocupação com a redução contínua do número de dadores de sangue, alertando para uma tendência de diminuição anual que pode atingir os 5%. A situação tem vindo a agravar-se nos últimos anos, levantando preocupações quanto à capacidade de resposta dos serviços de saúde.
Segundo a responsável do serviço de Imuno-hemoterapia, esta quebra no número de dádivas tem impacto direto na disponibilidade de sangue e componentes sanguíneos, que são essenciais para diversos tratamentos médicos. No caso dos doentes oncológicos, por exemplo, o recurso a transfusões é frequente, tornando a existência de reservas suficientes ainda mais crucial.
O IPO do Porto explica que o sangue não pode ser produzido artificialmente, dependendo exclusivamente da solidariedade dos dadores. Por isso, qualquer diminuição no número de dádivas representa um risco para a resposta hospitalar, sobretudo em períodos de maior procura ou em situações de emergência.
A instituição destaca ainda que o envelhecimento da população dadora e a menor adesão das gerações mais jovens são fatores que contribuem para esta tendência de descida. A falta de renovação regular do banco de dadores agrava as dificuldades na manutenção dos níveis necessários para garantir a atividade clínica diária.
Face a este cenário, o IPO do Porto reforça o apelo à população para que faça dádivas de sangue de forma regular, lembrando que um pequeno gesto pode salvar várias vidas. A instituição sublinha que a dádiva é um ato seguro, rápido e fundamental para assegurar o tratamento de milhares de doentes todos os anos.
O instituto continua a promover campanhas de sensibilização e a incentivar a participação da comunidade, numa tentativa de contrariar a tendência de diminuição e garantir que não faltem reservas de sangue para responder às necessidades dos hospitais.
Fonte:Lusa / Foto:Direitos Reservados