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INEM regista aumento de casos suspeitos de AVC em 2025
Mais de 9.400 utentes sinalizados e reforço na deteção precoce explicam subida, sem aumento da incidência da doença
Publicado em 02/04/2026 19:25 • Atualizado 02/04/2026 19:25
Sociedade

Mais de 9400 utentes com sinais e sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) foram sinalizados pelo INEM em 2025, o que representa o valor mais elevado dos últimos quatro anos.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Emergência Médica, foram registadas 9490 ocorrências no ano passado, o que corresponde a uma média de cerca de 790 casos por mês, ou aproximadamente 26 por dia.

Comparando com anos anteriores, o número de ativações associadas à Via Verde do AVC no pré-hospitalar tem vindo a aumentar: 6876 em 2022, 8796 em 2023 e 7886 em 2024, sendo 2025 o ano com mais registos.

O INEM esclarece que este aumento não significa necessariamente mais casos de AVC, mas sim uma maior capacidade de identificação e sinalização de situações suspeitas, fruto da formação dos profissionais e da melhoria dos processos de triagem.

Dos casos registados em 2025, 4860 correspondem a mulheres e 4630 a homens, com maior incidência nas faixas etárias entre os 70 e os 89 anos, que representam mais de metade do total.

Os distritos com mais ocorrências foram Porto, Lisboa, Setúbal e Braga, destacando-se como os mais afetados.

Quanto ao tempo de resposta, em 35% das situações o alerta foi dado menos de uma hora após o início dos sintomas, sendo possível identificar a hora de início em 84% dos casos.

O INEM reforça a importância de contactar o 112 de imediato perante sinais de AVC, como perda de força num braço, assimetria facial ou dificuldade em falar.

A instituição sublinha ainda que as primeiras horas após o início dos sintomas são determinantes para o sucesso do tratamento, constituindo uma janela essencial para a aplicação de terapias eficazes.

O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade em Portugal, sendo provocado por uma interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro ou por hemorragia.

Fonte e Foto:Lusa

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