A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) reconheceu esta quarta-feira que é difícil dar uma resposta “tão imediata” aos cerca de 200 mil sinistros provocados pelo mau tempo em Portugal, escusando-se a divulgar valores já pagos.
Em declarações à saída de uma reunião com o Presidente da República, o diretor do Departamento de Supervisão Comportamental da ASF, Eduardo Pereira, explicou que a dimensão e as características do fenómeno dificultam a resposta do setor, sublinhando que não é possível satisfazer todos os lesados de forma rápida.
Segundo o responsável, a grande maioria dos processos já se encontra numa fase avançada, com cerca de 97% dos danos já avaliados, mas continuam a existir casos que exigem análises adicionais para garantir que a resposta é adequada e protege os consumidores.
Eduardo Pereira referiu ainda que, em algumas situações, a regularização dos sinistros pode tornar-se “um pouco mais lenta” devido a vários fatores, como a disponibilidade de fornecedores e materiais, a necessidade de relatórios técnicos finais ou a intervenção de entidades bancárias.
O responsável acrescentou que existem também casos mais complexos, nomeadamente em instalações industriais, que exigem uma análise mais detalhada e demorada.
Apesar das dificuldades, a ASF garante que o setor segurador está a atuar dentro das suas capacidades e a trabalhar para dar resposta aos sinistros, acompanhando de perto a evolução do processo para assegurar a proteção dos consumidores e a capacidade financeira das seguradoras.
A reunião com o Presidente da República serviu também para avaliar a forma como o mercado está a reagir a esta situação e para discutir possíveis soluções futuras para melhorar a resposta a eventos desta dimensão.
Fonte:Lusa / Foto:Paulo Novais