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Supervisão de seguros admite dificuldade em dar resposta “imediata” a quase 200 mil sinistros do mau tempo
Publicado em 08/04/2026 11:52 • Atualizado 08/04/2026 11:52
Sociedade

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) reconheceu esta quarta-feira que é difícil dar uma resposta “tão imediata” aos cerca de 200 mil sinistros provocados pelo mau tempo em Portugal, escusando-se a divulgar valores já pagos.

Em declarações à saída de uma reunião com o Presidente da República, o diretor do Departamento de Supervisão Comportamental da ASF, Eduardo Pereira, explicou que a dimensão e as características do fenómeno dificultam a resposta do setor, sublinhando que não é possível satisfazer todos os lesados de forma rápida.

Segundo o responsável, a grande maioria dos processos já se encontra numa fase avançada, com cerca de 97% dos danos já avaliados, mas continuam a existir casos que exigem análises adicionais para garantir que a resposta é adequada e protege os consumidores.

Eduardo Pereira referiu ainda que, em algumas situações, a regularização dos sinistros pode tornar-se “um pouco mais lenta” devido a vários fatores, como a disponibilidade de fornecedores e materiais, a necessidade de relatórios técnicos finais ou a intervenção de entidades bancárias.

O responsável acrescentou que existem também casos mais complexos, nomeadamente em instalações industriais, que exigem uma análise mais detalhada e demorada.

Apesar das dificuldades, a ASF garante que o setor segurador está a atuar dentro das suas capacidades e a trabalhar para dar resposta aos sinistros, acompanhando de perto a evolução do processo para assegurar a proteção dos consumidores e a capacidade financeira das seguradoras.

A reunião com o Presidente da República serviu também para avaliar a forma como o mercado está a reagir a esta situação e para discutir possíveis soluções futuras para melhorar a resposta a eventos desta dimensão.

Fonte:Lusa / Foto:Paulo Novais

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