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Porto estuda demolição parcial do Edifício Transparente
Publicado em 08/04/2026 16:16 • Atualizado 08/04/2026 16:17
Local
Porto

O futuro do Edifício Transparente, na zona da frente marítima do Porto, poderá passar por uma demolição parcial, no âmbito do Programa da Orla Costeira Caminha-Espinho (POC-CE). A solução está a ser estudada pela Câmara do Porto em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com o objetivo de requalificar o espaço e melhorar a sua integração na paisagem.

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, explicou que a intenção passa por retirar aquilo que considera ser uma “barreira paisagística e arquitetónica”, defendendo uma nova utilização do espaço mais aberta à população. A proposta prevê a manutenção de estruturas como restaurantes, esplanadas e serviços de apoio à atividade balnear, ficando de fora a utilização para escritórios.

O autarca sublinha que o processo está a ser desenvolvido em diálogo com o Ministério do Ambiente e com a APA, respeitando os contratos em vigor com empresas instaladas no edifício, cujos vínculos terminam em junho deste ano.

Pedro Duarte garantiu que a autarquia não pretende prejudicar empresas ou trabalhadores, assegurando que a Câmara está disponível para apoiar na procura de alternativas. Ainda assim, reforçou que o interesse coletivo deverá prevalecer sobre interesses particulares.

A intervenção insere-se numa estratégia mais ampla de valorização da zona, considerada única na Europa por conjugar o parque da cidade com a proximidade ao mar. A ambição passa por criar um espaço mais acessível, promovendo o uso do espaço público e a vivência em comunidade.

A solução final dependerá de pareceres técnicos, podendo avançar para a demolição total ou apenas parcial do edifício. O autarca admite que o projeto poderá avançar já no próximo ano, abrindo caminho à criação de novas áreas de lazer e convívio naquela zona da cidade.

Fonte:Câmara Municipal do Porto / Foto:Diogo Baptista

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