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Salários em atraso na Lucena & Lucena deixam centenas de famílias em agonia
Publicado em 15/04/2026 09:13
Local
Porto

Trabalhadores da empresa de limpeza cumpriram hoje um dia de greve com forte adesão no Porto e Viana do Castelo. Em causa estão meses de ordenados em falta que asfixiam cerca de 300 funcionários.

A paralisação dos trabalhadores da Lucena & Lucena, realizada esta terça-feira, é o reflexo de um desespero que já dura há três meses. Segundo o Sindicato de Todos os Trabalhadores de Empresas Prestadoras de Serviços (STTEPS), a "adesão significativa" à greve paralisou serviços essenciais em instituições como os Politécnicos do Porto (IPP) e de Viana do Castelo (IPVC).

Mais do que uma questão laboral, o conflito tornou-se um drama social. Com ordenados, subsídios e contribuições para a Segurança Social em atraso, muitos dos 300 funcionários afetados enfrentam dificuldades extremas para cumprir compromissos básicos, como o pagamento da renda da casa ou a alimentação. O sindicato descreve uma situação "insustentável", sublinhando que a paciência dos trabalhadores chegou ao limite perante a falta de respostas concretas.

A administração da Lucena & Lucena terá justificado os atrasos com "dificuldades financeiras", manifestando inclusive a intenção de abandonar os contratos com os institutos politécnicos para tentar viabilizar a empresa. Por outro lado, a direção do Politécnico de Viana do Castelo já veio esclarecer que tem os pagamentos à empresa rigorosamente em dia, o que coloca ainda mais pressão sobre a gerência da Lucena & Lucena para regularizar os salários.

Sem soluções à vista, o braço de ferro promete endurecer. O STTEPS já convocou uma nova jornada de luta para o próximo dia 30 de abril. Os trabalhadores garantem que a normalidade só será reposta quando os valores em dívida caírem nas contas bancárias, prometendo manter a união na defesa do direito básico ao salário.

Fonte:Lusa / Foto:Estela Silva / Lusa

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