A Transparência Internacional (TI) lançou hoje um alerta contundente sobre o que considera ser um retrocesso na fiscalização das contas políticas em Portugal. Em causa está uma recente interpretação legal que limita o acesso à identidade dos financiadores das estruturas partidárias.
A associação manifestou uma "profunda preocupação" com este entrave, argumentando que o anonimato dos doadores fere o princípio básico da transparência democrática. Para a TI, o livre acesso a estes dados é essencial para que os cidadãos possam detetar potenciais conflitos de interesses e garantir a integridade das decisões públicas.
A organização sublinha que não pode haver margem para ambiguidades na lei. Caso as atuais leituras jurídicas continuem a impedir o escrutínio, a Transparência Internacional defende que o Parlamento deve intervir para clarificar o regime, garantindo que o interesse público prevaleça sobre a opacidade.
O comunicado termina com um aviso claro aos decisores: o combate à corrupção e a confiança nas instituições dependem da clareza total sobre o fluxo de dinheiro na política. Sem essa abertura, diz a associação, o próprio objetivo da transparência fica irremediavelmente comprometido.
Fonte e Foto:Lusa