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Trump defende "direito" a discordar do Papa sobre a guerra no Irão
Publicado em 17/04/2026 08:47
International
Donald Trump, presidente dos EUA

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou hoje a sua autonomia em matéria de política externa, defendendo que tem o "direito" de manter uma posição divergente da do Papa Leão XIV relativamente ao conflito no Irão. A declaração surge num momento de crescente tensão entre Washington e o Vaticano, após críticas mútuas sobre o rumo da guerra no Médio Oriente.

Em declarações aos jornalistas, Trump sublinhou que, embora mantenha o respeito pela figura do pontífice, a sua prioridade absoluta é a segurança nacional e os interesses estratégicos dos EUA. "Temos posições diferentes e eu tenho o direito a manter a minha", afirmou o Presidente, vincando que as decisões militares da sua administração não estão subordinadas à visão da Santa Sé.

O braço-de-ferro entre o líder norte-americano e o chefe da Igreja Católica intensificou-se nas últimas semanas. O Papa Leão XIV tem sido uma das vozes mais críticas da intervenção militar, apelando repetidamente a uma cessação imediata das hostilidades por razões humanitárias. Por outro lado, a Casa Branca mantém uma postura de "pressão máxima" sobre Teerão, considerando-a essencial para a estabilidade da região a longo prazo.

Este choque de visões entre a maior potência militar do mundo e a maior autoridade moral da Igreja Católica está a ser acompanhado com preocupação pela comunidade internacional. Analistas sublinham que este distanciamento pode dificultar os esforços de mediação de paz que têm sido tentados por diversos países neutros.

A troca de declarações marca um novo capítulo de isolacionismo diplomático da administração Trump, que continua a privilegiar a soberania das decisões de Washington face aos apelos de líderes mundiais e religiosos.

Fonte e Foto:Lusa

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