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Moedas: Petição contra desvalorização do 25 de Abril é "ataque político sem sentido"
Publicado em 21/04/2026 17:46
Local
Lisboa

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, reagiu esta terça-feira com dureza à petição "Festas de Abril sem Abril", que acusa o executivo de esvaziar o significado histórico da Revolução dos Cravos. Durante a Assembleia Municipal, o autarca classificou a iniciativa — subscrita por cerca de 600 agentes culturais — como um "ataque político" e uma tentativa infundada de o "diabolizar", assegurando que o investimento na celebração da democracia continua a ser uma prioridade.

Em resposta à deputada Natacha Amaro (PCP), Carlos Moedas revelou que, em 2026, a autarquia destinou 250 mil euros para um total de 60 iniciativas integradas na programação da empresa municipal Lisboa Cultura (EGEAC) e da própria Câmara. O edil sublinhou que, após o investimento excecional de quase um milhão de euros no cinquentenário em 2024, os valores atuais mantêm-se em linha com o que é habitual em anos "não redondos", rejeitando categoricamente qualquer desinvestimento ou interferência política nas escolhas artísticas.

A petição, que conta com assinaturas de figuras como Cristina Branco, Carlos Mendes e João Monge, critica o que descreve como a "suavização" da data. Os signatários lamentam que o 25 de Abril tenha sido reduzido a uma "ideia genérica de festa da primavera", focada no sol e nas flores, e apontam a ausência do tradicional concerto na noite de 24 para 25, pelo segundo ano consecutivo, como prova de uma desvalorização deliberada por parte da autarquia.

Visivelmente agastado, Carlos Moedas rejeitou receber "lições" sobre a data, evocando o passado familiar para reforçar o seu compromisso com a liberdade. O autarca recordou que o seu pai foi um jornalista perseguido pela PIDE, afirmando que o 25 de Abril é parte integrante da sua identidade e história de vida. "Eu não estaria aqui sem o 25 de Abril", vincou, reiterando que as comemorações na capital mantêm a dignidade e o rigor que a efeméride exige.

Fonte:Lusa / Foto:António Pedro Santos

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