A Ministra da Saúde reconheceu esta terça-feira, no Parlamento, que houve falhas na gestão das greves que afetaram o INEM no final de 2024. Perante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Ana Paula Martins admitiu que o instituto falhou ao não garantir serviços mínimos, numa crise que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) associou à morte de vários cidadãos.
A governante confessou que o INEM "não se terá apercebido" de que tinha o respaldo legal para exigir serviços mínimos durante a greve às horas extraordinárias. "Naturalmente, a gestão podia ter sido mais bem feita. Hoje sabemos disso", afirmou a ministra, referindo-se ao período entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2024.
A admissão de falhas surge num cenário crítico, após o relatório da IGAS ter confirmado 12 mortes durante o período de contestação, das quais pelo menos três foram diretamente associadas a atrasos no socorro prestado pelo INEM. A audição na CPI continua a analisar a responsabilidade da tutela e da direção do instituto nesta crise.
Fonte:Lusa / Foto:Manuel de Almeida