O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, afirmou esta quarta-feira que "a esperança é a última a morrer" quanto à viabilização do novo pacote laboral. Em declarações na residência oficial de São Bento, o chefe do Governo defendeu que, nesta fase, apenas motivações de ordem política poderão impedir um entendimento em sede de Concertação Social.
As afirmações surgiram após um encontro com María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, num momento em que o cenário laboral domina a agenda política nacional. Com o Presidente da República a receber os parceiros sociais e a UGT prestes a anunciar a sua posição final, Montenegro aproveitou para colocar o ónus da decisão do lado dos sindicatos e confederações.
"Queremos estagnar ou queremos avançar?", questionou o Primeiro-Ministro, lançando um desafio direto aos parceiros sociais, com particular enfoque na UGT. Para o governante, o conteúdo da proposta é uma oportunidade de progresso, sugerindo que qualquer rejeição será interpretada como uma barreira ideológica e não técnica.
O desfecho das negociações deverá ser conhecido nas próximas 24 horas, definindo o futuro da legislação laboral em Portugal.
Fonte:Lusa / Foto:António Cotrim