A Guarda Nacional Republicana (GNR) revelou hoje que, desde o início do ano até ao dia 17 de abril, já deteve 59 pessoas pelo crime de incêndio florestal. O balanço evidencia que a imprudência continua a ser o maior inimigo das florestas portuguesas.
A análise dos dados demonstra um padrão alarmante: a quase totalidade das detenções deve-se a atos de descuido. Das 59 pessoas detidas, 57 foram apanhadas em flagrante por uso negligente do fogo, especificamente durante a realização de queimas e queimadas de sobrantes que se descontrolaram devido a condições desfavoráveis ou falta de medidas de segurança.
A GNR reforça que estas ações, embora comuns na gestão agrícola, são a principal causa de incêndios nesta fase do ano. A autoridade recorda que o uso do fogo exige sempre consulta prévia do risco de incêndio e, em muitos casos, comunicação obrigatória ou autorização.
Com a chegada de dias mais quentes e secos, o patrulhamento florestal foi intensificado. O objetivo é claro: travar o flagelo dos fogos logo na origem, responsabilizando criminalmente quem, por negligência, coloca em risco a segurança de populações e o património natural do país.
Fonte:Lusa / Foto:Carlos Barroso