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Sócios requerem assembleia extraordinária para destituir direção do Boavista
Publicado em 23/04/2026 18:56
Desporto

O futuro do Boavista FC entrou hoje numa fase de incerteza absoluta. O movimento "Unidos pelo Boavista" entregou formalmente um requerimento, subscrito por cerca de 270 associados, a solicitar a convocação urgente de uma Assembleia Geral Extraordinária com um objetivo claro: a destituição da atual Direção e a nomeação de uma Comissão Administrativa para gerir o clube até novas eleições.

Os subscritores fundamentam o pedido na "impossibilidade superveniente" da equipa liderada por Rui Garrido Pereira em exercer as suas funções. Segundo o documento, a continuidade da Direção tornou-se inviável desde que a Administradora de Insolvência cessou a colaboração com a atual estrutura diretiva, em fevereiro passado, alegando uma "perda de confiança" irreparável.

A iniciativa surge num momento de asfixia financeira, com a instituição a acumular dívidas superiores a 150 milhões de euros. O movimento pretende que a nova Comissão Administrativa tenha poderes para representar o clube junto do tribunal e dos credores, tentando encontrar uma solução de última hora que viabilize a continuidade da atividade do clube.

Este braço-de-ferro estatutário coincide com o anúncio do leilão do Estádio do Bessa e do complexo desportivo adjacente, agendado para a próxima semana com um valor base de 38 milhões de euros. Enquanto a Direção se mostra surpreendida com o processo e a claque Panteras Negras promete recorrer aos tribunais para travar a venda, o estádio permanece sem utilização desde maio de 2025.

A Mesa da Assembleia Geral tem agora o prazo de cinco dias úteis para validar as assinaturas. Caso o processo avance, o Boavista — histórico campeão nacional em 2000/01 — poderá ver a sua governação mudar de mãos num esforço desesperado para travar o que muitos sócios já classificam como a "morte lenta" da instituição.

Fonte:Lusa / Foto:Estela Silva

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