O alerta é direto e define um horizonte temporal crítico para a segurança energética do continente. Patrick Pouyanné, CEO da gigante petrolífera TotalEnergies, advertiu que a persistência do bloqueio no Estreito de Ormuz poderá mergulhar a Europa numa crise de escassez sem precedentes a curto prazo.
De acordo com o líder da multinacional francesa, se a interrupção desta rota marítima vital — por onde circula cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo — se prolongar por mais dois ou três meses, o mercado europeu começará a sentir falhas estruturais no abastecimento.
Pouyanné sublinha que este cenário não é hipotético, mas sim uma realidade que já fustiga várias economias asiáticas. O CEO aponta que, sem uma normalização do tráfego naquela região estratégica, a Europa deixará de ser um espectador distante para enfrentar problemas de stock semelhantes aos que já se registam no Oriente.
O Estreito de Ormuz é considerado o "gargalo" mais importante do mundo para o setor energético. Um bloqueio prolongado não só ameaça a disponibilidade física de combustível nas bombas, como pressiona uma escalada imediata nos preços da energia, num momento em que a estabilidade económica europeia permanece sob vigilância.
A declaração de Pouyanné coloca pressão sobre os decisores internacionais para uma resolução diplomática que garanta a livre circulação de mercadorias numa das artérias mais sensíveis do comércio global.
Fonte e Foto:Lusa