LISBOA – Num dos discursos mais assertivos da sessão solene dos 52 anos do 25 de Abril, a líder parlamentar da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, traçou um diagnóstico sombrio do estado atual do país. A dirigente afirmou que Portugal estagnou e transformou-se num "país esquecido", submerso num "lamaçal de ressentimento" que, no seu entender, tem sido alimentado pela inação e pelos desentendimentos da classe política.
Para a líder liberal, a celebração da liberdade só faz sentido se for acompanhada pela coragem de transformar o sistema e devolver o dinamismo à sociedade portuguesa.
Mariana Leitão argumentou que, tal como acontecia durante a ditadura, os portugueses continuam a "antecipar a revolução" através da emigração. A deputada sublinhou que a saída de cidadãos para as democracias liberais europeias é o indicador máximo de que o modelo atual falhou, defendendo que o povo já escolheu o caminho da prosperidade, restando agora aos políticos a coragem para os acompanhar.
Criticando os "oportunistas à esquerda e à direita", a IL defendeu que Abril não foi feito para que nada mudasse, mas sim para que "tudo pudesse mudar". Mariana Leitão apelou a uma rutura com o que descreveu como o "pântano" da governação atual, exigindo reformas que permitam a Portugal voltar à vanguarda da Europa e abandonar o ciclo de lamúria e falta de ambição.
Fonte:Lusa / Foto:Rodrigo Antunes