A Federação Académica do Porto (FAP) anunciou que a segurança será o maior investimento da Queima das Fitas 2026, representando 35% do orçamento total do evento. Com um dispositivo que mobiliza mais de 500 efetivos diários e tecnologia de vigilância avançada, a organização pretende garantir a proteção dos cerca de 250 mil visitantes esperados no Queimódromo entre os dias 2 e 9 de maio. A operação logística inclui a presença da PSP, Proteção Civil, segurança privada e bombeiros, sendo apoiada por 12 torres de vigia estrategicamente posicionadas e uma rede de mais de 100 câmaras de videovigilância com cobertura total do recinto.
Além da vertente policial, a estratégia de prevenção foca-se no apoio humanizado através da equipa "Casacos Laranja". Este grupo, composto por 90 colaboradores formados para intervir em situações de assédio, violência de género ou consumo de substâncias, atua em articulação direta com o espaço “Abrigo-(te)”, onde uma equipa de psicólogos e médicos garante uma resposta rápida a episódios de vulnerabilidade. Esta aposta na proteção dos estudantes surge integrada no compromisso da FAP com a Agenda 2030, colocando o bem-estar e a segurança no centro da gestão da maior festa académica do país.
No plano da sustentabilidade e inclusão, a edição de 2026 reforça medidas de acessibilidade, contando com intérpretes de Língua Gestual Portuguesa em todos os concertos do palco principal e infraestruturas adaptadas para cidadãos com necessidades específicas. No campo ambiental, o objetivo passa por superar a taxa de 85% de reciclagem registada no ano anterior, introduzindo-se a distribuição gratuita de água potável em todo o recinto e um novo manual de boas práticas para as 100 estruturas de restauração presentes no Queimódromo.
O evento, que apresenta um cartaz musical com nomes como Slow J, Xutos & Pontapés, Morad e Calum Scott, mantém o seu cariz social ao canalizar 15% do resultado líquido para projetos de apoio a jovens em situação de vulnerabilidade, além da oferta de 2000 bilhetes a estudantes bolseiros. Para assegurar a fluidez das transações e o controlo financeiro, o recinto funcionará exclusivamente em regime cashless, aceitando apenas pagamentos digitais através de MB Way, cartões bancários e carteiras virtuais, eliminando a circulação de numerário em todo o espaço.
Fonte e imagem- Página da Federação Académica do Porto