A freguesia de Vila Chã assinalou o 25 de Abril com uma cerimónia solene de homenagem aos antigos combatentes naturais da terra que serviram na Primeira Grande Guerra e na Guerra Colonial. Segundo as informações disponibilizadas pelo Município de Esposende, o evento ficou marcado pelo descerramento de um memorial evocativo e pelo lançamento de uma obra literária que preserva a memória destes militares.
A iniciativa, promovida pela Junta de Freguesia com o apoio da autarquia, incluiu a apresentação do livro “Antigos Combatentes da Primeira Grande Guerra e da Guerra Colonial, naturais de Vila Chã”, da autoria de Penteado Neiva. A obra e o monumento visam perpetuar o legado de coragem dos 33 combatentes já falecidos e daqueles que ainda permanecem vivos.
Durante a cerimónia, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Silva, anunciou que o município passará a disponibilizar a Bandeira Nacional para as cerimónias fúnebres de todos os ex-combatentes do concelho, como símbolo de gratidão coletiva. O autarca revelou ainda a intenção de criar, na sede do concelho, um memorial dedicado a todos os antigos militares de Esposende.
Por seu lado, o coronel António Estudante, presidente do Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes, enalteceu o tributo, mas aproveitou a ocasião para apelar a um reforço na proteção social e na dignificação das reformas dos antigos combatentes, alertando para situações de fragilidade económica vividas por alguns destes cidadãos.
A homenagem, que contou com a presença da Banda de Música de Belinho, reafirmou o compromisso de Vila Chã e de Esposende na preservação da memória histórica e no reconhecimento público do sacrifício e dedicação destes homens ao serviço do país.