O ministro da Administração Interna revelou que as autoridades têm em curso, esta terça-feira, novas diligências de investigação relativas ao caso de alegada tortura de detidos na esquadra do Rato, em Lisboa. Segundo a agência Lusa, o governante confirmou que a operação poderá resultar em novas detenções de agentes da PSP até ao final do dia, conforme a prova que vier a ser consolidada.
As declarações de Luís Neves foram feitas em Belas, Sintra, à margem das comemorações do 18.º aniversário da Unidade Especial de Polícia (UEP). O governante precisou que os suspeitos visados são polícias no ativo que "de alguma forma poderão ter interagido com o comportamento desviante" ocorrido entre 2024 e 2025 naquela esquadra da capital.
Apesar de sublinhar a importância da presunção de inocência, o ministro reiterou que estes comportamentos não representam a prática habitual da PSP. Luís Neves destacou ainda que foi a própria força policial a denunciar o caso, mantendo um suporte total ao Ministério Público na investigação de crimes que envolvem agressões a cidadãos em situação de vulnerabilidade, como sem-abrigo e estrangeiros.
Esta investigação já levou, em fases anteriores, à detenção de nove agentes: dois que já foram pronunciados para julgamento por crimes de tortura e violação, e outros sete que se encontram em prisão preventiva desde março. O caso motivou também a abertura de diversos processos disciplinares pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).