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Governo quer cortar dependência de combustíveis fósseis para metade em 10 anos
Publicado em 06/05/2026 17:07
Nacional
Foto:Direitos Reservados

Lisboa, 06 de maio de 2026 (Lusa) — O Governo português estabeleceu hoje uma meta ambiciosa para a próxima década: reduzir em 50% a dependência nacional de combustíveis fósseis num prazo de oito a dez anos. A estratégia, que assenta na eletrificação da economia, foi anunciada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, durante a apresentação de um estudo da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), em Lisboa.

A governante garantiu que Portugal "não está atrasado" e que o país se mantém na linha da frente da transição energética mundial. Para atingir este objetivo, o Executivo prepara-se para apresentar em breve no Parlamento uma estratégia que inclui a criação de "áreas de aceleração" para renováveis, com processos de licenciamento mais céleres e incentivos diretos ao autoconsumo e ao armazenamento de energia.

De acordo com o estudo desenvolvido pela EY-Parthenon para a APREN, a aposta nas energias limpas já está a dar frutos financeiros. Entre 2018 e 2025, a produção renovável gerou uma poupança acumulada de 42 mil milhões de euros no mercado elétrico. Só no último ano, este impacto refletiu-se numa redução média na fatura de eletricidade de 636 euros para as famílias e de mais de 63 mil euros para as empresas.

Além da poupança direta no bolso dos consumidores, o setor das renováveis consolidou-se como um pilar da economia, contribuindo com 5,34 mil milhões de euros para o PIB em 2024. As projeções indicam que, caso os entraves burocráticos sejam ultrapassados, este contributo poderá crescer 370% até 2040, atingindo os 32,2 mil milhões de euros anuais.

A ministra sublinhou ainda que o novo mapeamento das zonas de aceleração permitirá um desenvolvimento mais harmonioso dos projetos, minimizando riscos para a biodiversidade e garantindo uma melhor integração junto das populações locais.

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