(Lusa) - As exportações chinesas registaram uma recuperação robusta em abril, crescendo 14,1% em termos homólogos e superando as previsões de mercado que apontavam para uma subida de apenas 8,4%. De acordo com os dados da Administração Geral das Alfândegas da China, as importações também deram um salto significativo de 25,3%, resultando num excedente comercial fixado em 71,9 mil milhões de euros. Este desempenho ocorre num cenário de forte investimento global em inteligência artificial e centros de dados, que tem impulsionado a procura por semicondutores e tecnologia de ponta.
A vitalidade do comércio externo chinês surge apesar da instabilidade geopolítica no Médio Oriente, que tem causado perturbações severas no transporte marítimo e o encerramento efetivo do Estreito de Ormuz. Embora o conflito tenha afetado o fluxo energético e os custos logísticos, as fábricas chinesas conseguiram mitigar os impactos através do redirecionamento de mercadorias para mercados na Europa e em África. O setor da alta tecnologia continua a ser o principal motor deste crescimento, contrastando com o abrandamento registado no início do ano.
Estes resultados precedem a cimeira agendada para a próxima semana entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, onde os desequilíbrios comerciais deverão dominar a agenda. Com o défice comercial dos Estados Unidos face à China a aumentar pelo terceiro mês consecutivo, os dados agora publicados reforçam a posição de Pequim como o maior exportador global, mantendo volumes de expedição acima dos níveis recorde registados em 2025.