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Forças russas mantêm avanço apesar do apoio de "todo o bloco da NATO" ao inimigo
Publicado em 09/05/2026 10:39
International
@Lusa

No 81.º aniversário da vitória soviética sobre a Alemanha nazi, o presidente russo, Vladimir Putin, utilizou o tradicional desfile do Dia da Vitória para enviar uma mensagem de força ao Ocidente. Durante o seu discurso na Praça Vermelha, Putin assegurou que o Exército russo continua a ganhar terreno na Ucrânia, mesmo enfrentando uma resistência apoiada logisticamente por todos os países da Aliança Atlântica.

De acordo com as informações recolhidas pela agência Lusa, o líder do Kremlin destacou que os militares envolvidos na "operação militar especial" seguem o legado dos heróis da Grande Guerra Patriótica. "Apesar de lutarem contra uma força agressiva que é apoiada por todo o bloco da NATO, os nossos heróis continuam a avançar", afirmou Putin perante as tropas.

As celebrações deste ano ficaram marcadas por um contexto atípico. Pela primeira vez desde 2007, o desfile não contou com armamento pesado, uma decisão justificada pelo Kremlin face a possíveis ameaças de segurança. No entanto, o evento decorreu num clima de cessar-fogo temporário de três dias, mediado pelo presidente norte-americano Donald Trump, que incluiu uma troca histórica de mil prisioneiros de cada lado.

Apesar da tensão e das restrições de segurança em Moscovo — onde a internet móvel foi cortada e as ruas centrais ficaram desertas — o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aceitou a trégua e ordenou que não houvesse ataques às cerimónias, privilegiando a repatriação dos prisioneiros ucranianos. No palanque, o isolamento internacional de Moscovo foi evidente, com a presença de apenas cinco chefes de Estado estrangeiros, entre os quais os presidentes da Bielorrússia e do Cazaquistão. Nenhum líder ocidental marcou presença no evento.

Vladimir Putin aproveitou o momento para reforçar a narrativa de união nacional, declarando que a "lealdade à pátria é a verdade suprema". O governante russo reiterou a convicção de que a causa russa é "justa" e que a vitória final será alcançada, independentemente do apoio internacional dado a Kiev. O desfile, que durou cerca de 45 minutos, foi comandado pelo novo ministro da Defesa, Andréi Beloúsov, assinalando o quinto ano consecutivo em que a Rússia celebra esta data em estado de guerra.

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