Lisboa | 12 de Maio de 2026 (Lusa) – A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou hoje as normas de atuação para a gestão de eventuais casos suspeitos de Hantavírus em Portugal. A autoridade de saúde esclarece que a medida é meramente preventiva, uma vez que o risco para a população portuguesa se mantém "muito baixo", não havendo necessidade de implementar restrições ou medidas de proteção adicionais a nível nacional.
O documento técnico foca-se na resposta ao surto detetado no navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu da Argentina em abril. O objetivo é orientar os profissionais de saúde sobre como proceder caso passageiros ou tripulantes deste navio entrem em Portugal e apresentem sintomas. Segundo a DGS, um caso suspeito é definido por qualquer pessoa com ligação ao navio que apresente febre aguda acompanhada de dores musculares, problemas gastrointestinais ou dificuldades respiratórias.
A variante em causa é o Hantavírus Andes (ANDV). Embora a maioria destes vírus seja transmitida por roedores, esta estirpe específica é rara e permite o contágio entre seres humanos através de fluidos corporais ou secreções respiratórias.
Caso seja detetado um caso suspeito, o protocolo prevê o transporte imediato via INEM para os hospitais de referência: o Curry Cabral e o Dona Estefânia (em Lisboa) e o Hospital de São João (no Porto). Até ao momento, o surto internacional conta com sete casos confirmados e três vítimas mortais, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que o risco para a comunidade em geral permanece reduzido.