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Comissário do Clima reconhece desconforto com “lucros exorbitantes” das energéticas
Publicado em 12/05/2026 12:15
International
@Lusa

Lisboa, 12 mai 2026 (Lusa) — O comissário europeu para o Clima, Wopke Hoekstra, admitiu hoje em Lisboa que os lucros excecionais obtidos pelas empresas do setor energético geram um "desconforto" legítimo junto da opinião pública. No entanto, o responsável neerlandês defendeu que a decisão de aplicar impostos extraordinários sobre esses ganhos deve ser tomada pelos governos nacionais e não imposta por Bruxelas.

Em conferência de imprensa na capital portuguesa, ao lado da ministra do Ambiente, Maria Graça Carvalho, Hoekstra respondeu à iniciativa de cinco países europeus — incluindo Portugal — que solicitaram a criação de um imposto comum a nível comunitário. Para o comissário, a experiência recente de 2022 demonstra que soluções nacionais são juridicamente mais rápidas e eficazes, evitando os entraves de coordenação que uma legislação europeia enfrentaria.

"Compreendemos que as empresas queiram obter lucros, mas obter lucros exorbitantes num contexto de crise é motivo de desconforto", afirmou o comissário, sublinhando que a Comissão Europeia continuará a analisar o assunto, embora prefira dar liberdade aos Estados-membros para seguirem o seu próprio caminho fiscal.

A visita de Hoekstra a Portugal serviu também para sublinhar a importância da autonomia energética da Europa. O responsável classificou a energia como uma questão de "segurança nacional" e apelou ao reforço do investimento em fontes renováveis, como a solar e a eólica, para reduzir a dependência de fornecedores externos.

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