MENU
Residentes defendem proibição de consumo de bebidas alcoólicas na rua em Lisboa
Publicado em 14/05/2026 07:49
Local
@Lusa

Lisboa, 14 de maio de 2026 (Lusa) — Passados três meses sobre a entrada em vigor das restrições à venda de álcool para o exterior em Lisboa, os moradores da capital consideram a medida "tímida" e reivindicam agora a proibição total do consumo na via pública. Em contraste, os comerciantes manifestam reservas quanto às novas regras, alegando que lhes está a ser imputada a responsabilidade por comportamentos que não controlam.

A medida da Câmara Municipal de Lisboa (CML), que vigora desde 14 de fevereiro, impede a venda de bebidas para o exterior a partir das 23:00 nos dias úteis e das 24:00 aos fins de semana e vésperas de feriado. No entanto, a Plataforma Lisboa – As Nossas Vozes, que representa 19 associações de moradores, defende que a solução passa por seguir o exemplo de cidades como Madrid ou Berlim, proibindo o consumo na rua para combater o ruído e a degradação do espaço urbano.

Do lado do setor económico, a AHRESP considera a restrição "excessiva e desproporcional", argumentando que muitos dos problemas derivam de comportamentos individuais ou de bebidas adquiridas fora dos estabelecimentos de restauração. A associação alerta que a aplicação uniforme da medida a toda a cidade penaliza os operadores sem resolver a raiz do problema.

No terreno, as opiniões dividem-se entre as autarquias locais. Na freguesia da Misericórdia, que abrange o Bairro Alto e o Cais do Sodré, aponta-se para uma fiscalização insuficiente e para a continuidade do fenómeno do "botellón". Já na freguesia da Estrela, o balanço é mais positivo, registando-se um efeito dissuasório eficaz nas zonas de diversão noturna. Até ao momento, a Câmara de Lisboa ainda não apresentou um balanço oficial dos primeiros 90 dias da medida.

Comentários