Jerusalém, 15 de maio de 2026 (Lusa) — O Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou hoje que as Forças de Defesa de Israel (IDF) controlam atualmente 60% da Faixa de Gaza. Esta declaração constitui a primeira confirmação oficial de que Israel alargou a sua presença no enclave palestiniano para além dos limites inicialmente previstos nos acordos de trégua.
As afirmações foram feitas no âmbito das celebrações do Dia de Jerusalém. "Não cedemos nenhum território. Alguns disseram-nos para sair, mas não o fizemos; hoje controlamos 60% do território. Amanhã, veremos", declarou o chefe do Executivo, sublinhando a recuperação de todos os reféns como um triunfo da estratégia militar e da resiliência estatal.
Paralisia no Cessar-fogo e a "Linha Laranja" Apesar de uma trégua estar em vigor desde 10 de outubro — assinalando os dois anos do início do conflito — o processo de paz encontra-se num impasse crítico. A transição para a segunda fase do acordo, que previa o desarmamento do Hamas e a retirada israelita para uma "linha amarela" de demarcação, está estagnada.
Relatos no terreno e informações da imprensa internacional indicam que, em vez de recuar, o exército israelita avançou para uma nova demarcação, apelidada de "linha laranja". Este movimento expande o domínio israelita sobre um dos territórios mais densamente povoados do mundo, ultrapassando os 50% de controlo que haviam sido estipulados nos termos iniciais do cessar-fogo.
Escalada de Violência em Tempo de Trégua Enquanto a diplomacia falha em desarmar o Hamas, a violência continua a fustigar a região. Israel e o Hamas trocam acusações mútuas de violação das hostilidades. Segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, mais de 850 palestinianos perderam a vida desde o início da suposta trégua. No mesmo período, as forças israelitas registaram a baixa de cinco soldados em operações no interior do enclave.
Moscovo e Washington acompanham com preocupação esta nova fase, com o governo de Netanyahu a dar sinais claros de que está preparado para retomar combates de larga escala caso as exigências de desarmamento total do grupo islamita não sejam cumpridas.