Funchal, 15 de maio de 2026 (Lusa) — O setor do turismo na Madeira encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um crescimento de 10,2% no número de hóspedes, totalizando 522,1 mil entradas. Segundo dados revelados hoje pela Direção Regional de Estatística (DREM), o arquipélago somou 2,7 milhões de dormidas entre janeiro e março, consolidando a tendência de subida face ao período homólogo.
Apesar do aumento no volume de visitantes, a estada média sofreu uma ligeira retração de 5,5%, fixando-se agora nas 4,53 noites. Esta descida foi influenciada sobretudo pelo comportamento do mercado externo, onde a permanência média baixou para as 4,85 noites. No que toca aos proveitos, o balanço é positivo: as receitas totais subiram 9,7%, atingindo os 178,7 milhões de euros nos primeiros três meses do ano.
Dependência externa e mercados emissores A Madeira reafirma-se como a região do país com maior dependência de turistas estrangeiros, que representam 85,9% do total de dormidas, superando destinos como o Algarve e a Grande Lisboa.
No topo da lista de mercados emissores mantém-se a Alemanha, que cresceu 4,1% e representa mais de um quinto das dormidas na região. Em sentido inverso, os mercados britânico, polaco e francês registaram quebras ligeiras, enquanto o mercado neerlandês surpreendeu com um disparo de 17,0% na procura pelo destino. O mercado interno (residentes em Portugal) também deu sinais de vitalidade, crescendo 6,0%.
Funchal lidera procura regional Ao nível geográfico, o Funchal continua a ser o grande motor turístico do arquipélago, concentrando 61,3% da atividade regional com cerca de 1,6 milhões de dormidas. Segue-se o município de Santa Cruz, responsável por 11,5% do total, embora este concelho tenha registado uma ligeira quebra de 0,8% em comparação com o primeiro trimestre de 2025.
Estes indicadores confirmam a robustez do alojamento turístico tradicional na região, que continua a deter a quase totalidade da quota de mercado (99,7%) face a outras tipologias como colónias de férias ou pousadas da juventude.