Bruxelas, 19 mai 2026 (Lusa) — A NATO garantiu hoje que a planeada saída de cerca de 5.000 soldados norte-americanos do continente europeu não vai colocar em risco a capacidade de defesa e dissuasão da organização.
A garantia foi dada pelo Comandante Supremo Aliado na Europa (SACEUR), o general Alexus G. Grynkewich, após uma reunião militar em Bruxelas. O comandante sublinhou que a medida, anunciada no início do mês pelo Presidente Donald Trump, reduzirá sobretudo a presença militar na Alemanha, mas não afeta a viabilidade dos planos da Aliança.
Esta redução de tropas tem sido interpretada por analistas como uma reação política de Trump às críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, que acusou o presidente norte-americano de ter sido fragilizado pelo Irão em negociações recentes.
Oficialmente, a NATO enquadra a movimentação na nova estratégia "NATO 3.0". O general Grynkewich explicou que, à medida que os países europeus reforçam o seu investimento militar — conforme o acordado na cimeira de Haia —, os Estados Unidos ganham margem para retirar recursos e canalizá-los para outras prioridades globais, mantendo na Europa apenas o apoio logístico mais crítico.
A retirada, que visa principalmente uma brigada blindada destacada desde 2022, será um processo gradual e sem calendário fixo, estendendo-se ao longo de vários anos. Atualmente, os Estados Unidos mantêm um contingente de mais de 36.000 militares na Alemanha.