WASHINGTON (Lusa) – O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, qualificou as atuais negociações com o Irão como um processo de extrema fragilidade, admitindo que o desfecho permanece incerto entre a viabilização de um acordo diplomático e o regresso a uma ofensiva militar de larga escala.
Desde que, na passada segunda-feira, suspendeu novos ataques para conceder uma margem de manobra ao diálogo, o chefe de Estado norte-americano tem mantido uma postura ambivalente, alternando entre a abertura diplomática e a sinalização de que as opções de força permanecem ativas. Em declarações prestadas esta quarta-feira na Base Aérea de Andrews, no Maryland, Trump enfatizou a precariedade das conversações em curso.
"Estamos por um fio. Se não obtivermos as respostas adequadas, o cenário pode alterar-se com grande rapidez", declarou aos jornalistas, sublinhando que as autoridades americanas permanecem em estado de prontidão operacional. O Presidente exigiu que as contrapartidas apresentadas pelo governo iraniano sejam "100% satisfatórias", deixando claro que a margem para concessões é reduzida.
Ao mesmo tempo, Trump reconheceu que a concretização de um compromisso bilateral permitiria uma poupança estratégica de recursos e vidas humanas, estimando que um eventual pacto poderia ser formalizado com celeridade, "em poucos dias". Esta declaração de urgência segue-se à revelação de que o plano para uma nova investida militar contra o Irão esteve a apenas uma hora de ser executado na última terça-feira, tendo sido travado apenas na sequência de diligências diplomáticas solicitadas por nações da região do Golfo.
A situação reflete um momento de alta tensão geopolítica, onde a retórica de contenção do Presidente norte-americano é colocada à prova pela necessidade de resultados concretos que justifiquem a suspensão das hostilidades.