PORTO – O Museu de Arte Contemporânea de Serralves prepara-se para abrir portas, esta sexta-feira, à exposição "Espasmo Quadrado", a primeira mostra individual dedicada ao percurso do artista Pedro Henriques. A exposição, que fica patente até ao dia 11 de outubro, assinala duas décadas de carreira do autor, reunindo uma seleção criteriosa de trabalhos que exploram a diversidade de linguagens e suportes.
Segundo informações comunicadas pela própria Fundação de Serralves e reportadas pela agência Lusa, a mostra inclui 12 obras inéditas e oferece uma perspetiva abrangente sobre a produção do artista, transitando entre a escultura, o desenho e técnicas híbridas que cruzam a pintura com a gravura industrial. A curadoria, assinada por Ricardo Nicolau com coordenação de Giovana Gabriel, optou por uma organização deliberadamente não cronológica, preferindo uma estrutura que privilegia o diálogo entre diferentes séries e materiais.
O objetivo da exposição é, conforme descreve o museu no seu portal oficial, "pensar retrospetivamente aquilo que de comum se esconde por detrás de aparências tão múltiplas", desafiando o visitante a criar novas leituras sobre obras que já fazem parte do percurso do artista. O título "Espasmo Quadrado" reflete esta proposta de multiplicar reflexões e refrações, criando um "jogo de espelhos" que convida o público a uma imersão na estética e no pensamento de Henriques.
Ocupando quatro galerias do museu, a exposição marca um regresso de Pedro Henriques a Serralves, onde o seu trabalho já tinha sido exibido em 2014, no âmbito da exposição do prémio Novo Banco Revelação. Esta é, contudo, a primeira vez que o artista portuense ocupa o espaço com uma mostra de dimensão individual, consolidando o seu lugar no panorama da arte contemporânea nacional.