HELSINGBORG – O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, lançou hoje um aviso sobre a disparidade no auxílio financeiro prestado pelos Estados-membros à Ucrânia, classificando o atual modelo de apoio como desigual. Em declarações proferidas numa conferência de imprensa em Helsingborg, na Suécia, Rutte defendeu a necessidade urgente de um debate sobre a definição de níveis mínimos de contribuição por cada nação aliada.
Segundo a informação reportada pela agência Lusa, o líder da Aliança Atlântica sublinhou que a responsabilidade financeira recai, atualmente, sobre um grupo restrito de países. "O apoio não está distribuído de forma equitativa dentro da NATO", afirmou, destacando o empenho de nações como a Suécia, Canadá, Alemanha, Países Baixos, Dinamarca e Noruega. Em contrapartida, Rutte alertou que "há muitos que não estão a investir o suficiente".
Para colmatar estas falhas, Rutte propôs que cada aliado canalizasse 0,25% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para apoiar Kiev. Embora tenha reconhecido que a medida não deverá obter o apoio unânime necessário para ser adotada, o secretário-geral enfatizou que a proposta serviu para colocar o tema no topo da agenda política da Aliança. "Se todos afirmarmos que a Ucrânia deve garantir que se mantém na luta com a maior força possível, então, claro, todos devemos contribuir de igual forma", argumentou.
De acordo com dados do Instituto de Kiel para a Economia Mundial, a disparidade é evidente: países nórdicos, bálticos, os Países Baixos e a Polónia destinam atualmente uma fatia do seu PIB muito superior à de outros aliados.
Esta discussão surge no âmbito da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, que decorre até sexta-feira em Helsingborg, visando preparar a cimeira de julho, que terá lugar em Ancara, na Turquia. Para este encontro, Rutte estabeleceu prioridades claras: demonstrar progressos reais, cumprir compromissos, reforçar cadeias de abastecimento e assegurar que as forças armadas da Aliança possuem os recursos necessários para garantir a dissuasão e a defesa coletiva.