O Porto rumou a sul para demonstrar que a liderança e a identidade da Invicta se movem por critérios diferenciados. O presidente da Câmara Municipal, Pedro Duarte, e o líder do FC Porto, André Villas-Boas, partilharam o palco no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, num debate que serviu para expor a forte cumplicidade entre a autarquia e o clube azul e branco. De acordo com as informações avançadas pelos canais oficiais da Câmara Municipal do Porto, esta união estratégica tem sido o motor de atração de novos investimentos para a região.
Fugindo à lógica de concorrência direta com a capital, Pedro Duarte assumiu que o foco do Porto não é "ser melhor que os outros", mas sim potenciar o que a cidade tem de "único". "A partir disso, podemos construir um projeto para que a cidade se possa afirmar, beneficiando as pessoas que lá vivem e trabalham", enfatizou o autarca, sublinhando que o dinamismo da Invicta se traduz na capacidade de fixar talento e captar turismo.
A relação com o FC Porto foi apontada como um dos grandes pilares dessa projeção global. Para o presidente da Câmara, os dragões funcionam como um embaixador mundial, beneficiando agora de uma nova era de "unidade, coesão e respeitabilidade" sob a liderança de André Villas-Boas.
Por seu turno, o presidente do FC Porto devolveu os elogios à autarquia, destacando a "visão estratégica" do Município no apoio ao crescimento das modalidades amadoras e inclusivas do clube, como o futebol feminino e o basquetebol em cadeira de rodas.
"Não podemos desvalorizar a importância da cidade e do Município como veículos de construção de um maior FC Porto", garantiu André Villas-Boas.
O líder dos azuis e brancos apontou como exemplo prático desta cooperação a cedência do direito de superfície dos terrenos da antiga Escola Ramalho Ortigão, onde nascerá o novo pavilhão do clube. Sem este suporte logístico da cidade, garantiu, o clube não conseguiria assegurar o acesso ao desporto a cerca de 700 atletas não profissionais.
O encontro em Lisboa, que contou com a presença de várias personalidades da sociedade civil e empresarial — como o chairman da EDP, António Lobo Xavier, e o piloto Miguel Oliveira —, serviu também para lançar o debate sobre o futuro do país.
A fechar o painel de abertura, a Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, defendeu que o investimento no setor das artes é estratégico e exige o envolvimento ativo do tecido empresarial privado. Paralelamente, o debate abordou os desafios da comunicação social na era da inteligência artificial, reforçando-se a urgência de apoios que garantam a sustentabilidade financeira de um jornalismo livre e independente.
O encerramento do evento esteve a cargo do Presidente da República.