Lisboa, 28 mai 2026 (Lusa) — O presidente do Chega voltou esta quinta-feira a defender a redução da idade da reforma para os 65 anos ou após 40 anos de descontos, numa intervenção no Parlamento marcada por duras críticas do PSD.
No debate parlamentar sobre legislação laboral, André Ventura afirmou que a proposta de revisão do Código do Trabalho não irá, na sua opinião, traduzir-se em aumentos salariais nem em mais dias de férias.
O líder do Chega reforçou ainda a defesa da descida da idade da reforma, numa altura em que foi recentemente confirmada a subida para os 66 anos e 11 meses em 2027.
Em resposta, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, acusou o Chega de colocar em causa a sustentabilidade do sistema de pensões e de comprometer o futuro das gerações mais jovens.
Hugo Soares criticou ainda a proposta do Chega, defendendo que a mesma teria impacto negativo na proteção social futura dos trabalhadores e apelou ao partido para adotar uma postura mais responsável nas negociações da legislação laboral.