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Putin garante que Rússia nunca ameaçou países europeus
Presidente russo acusa líderes europeus de alimentarem tensão com Moscovo para justificar aumento da despesa militar
Por Redação
Publicado em 29/05/2026 20:45
International
@Lusa

O Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou esta sexta-feira que a Rússia “nunca ameaçou nem ameaça os países europeus”, rejeitando as acusações feitas por vários Estados europeus sobre alegadas ações hostis de Moscovo.

Durante uma conferência de imprensa no Cazaquistão, Putin acusou os governos europeus de utilizarem o clima de tensão com a Rússia para justificar o aumento das despesas militares junto dos contribuintes.

O chefe de Estado russo comentou também o incidente relacionado com a queda de um drone num edifício residencial na Roménia, que provocou dois feridos e levou Bucareste a expulsar um diplomata russo e a encerrar o consulado russo no país.

Putin afirmou não existirem provas de que o aparelho fosse de origem russa e pediu esclarecimentos sobre a proveniência do drone.

Horas antes, a diplomacia russa tinha prometido medidas de retaliação contra as decisões tomadas pelas autoridades romenas.

O Presidente russo voltou ainda a considerar “absurdas” as notícias sobre alegados planos de Moscovo para atacar países da União Europeia, acusando os meios de comunicação ocidentais de promoverem uma narrativa destinada a alimentar o medo e a apoiar a continuação da guerra na Ucrânia.

Sobre as relações com Bruxelas, Putin afirmou que a Rússia está disponível para contactos com a União Europeia, mas insistiu que cabe aos europeus escolher um eventual representante para futuras negociações.

O líder do Kremlin referiu, contudo, que Moscovo decidirá posteriormente se aceita reunir-se com o nome proposto.

Recentemente, o Kremlin afastou a possibilidade de a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, assumir um papel de negociadora com a Rússia.

Putin responsabilizou ainda os líderes europeus pela interrupção dos contactos políticos com Moscovo após o início da guerra na Ucrânia, em 2022, argumentando que os países europeus deixaram de poder atuar como mediadores por apoiarem militarmente Kiev.

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