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Lula critica taxação dos EUA e garante que Brasil irá procurar novos mercados
Presidente brasileiro reage à tarifa de 25% imposta por Washington e destaca abertura total do mercado de carne da China após anúncio de Trump.
Por Redação
Publicado em 02/06/2026 20:09
International
@Lusa

Brasília, 02 jun 2026 (Lusa) — O Presidente brasileiro, Lula da Silva, condenou firmemente a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma taxa de 25% sobre as exportações brasileiras. O chefe de Estado assegurou que o país não ficará paralisado perante as restrições americanas e que irá direcionar o seu comércio para outros destinos.

Lula manifestou surpresa com a medida, lembrando que tinha acordado um prazo de 30 dias para negociações com Donald Trump durante um encontro na Casa Branca há três semanas. A nova tarifa norte-americana, que entra em vigor a 15 de julho, surge após Washington concluir que várias políticas brasileiras — incluindo o sistema PIX, falhas anticorrupção e o desmatamento ilegal — prejudicam os interesses comerciais dos EUA.

Como contrapartida económica, o líder brasileiro celebrou o facto de a China ter reconhecido hoje todo o território do Brasil como livre de febre aftosa, o que abre as portas do mercado chinês à carne do país. "Se você não quer comprar de mim, eu vou vender para outro", vincou Lula.

Durante uma deslocação ao estado de Goiás, o Presidente aproveitou para subir o tom político a nível interno, visando as eleições de outubro. Lula atacou duramente o pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro, classificando-o de "traidor da pátria" e acusando-o de ter aplaudido as sanções de Washington. O governante brasileiro deixou ainda duras críticas ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, rotulando-o de "anti-América Latina".

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