Lisboa, 05 jun 2026 (Lusa) — O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) vai contar com uma dotação extraordinária de aproximadamente 30 milhões de euros. Este reforço visa fazer face à escalada de encargos decorrente da revisão em alta dos subsídios atribuídos aos corpos de bombeiros e à Cruz Vermelha Portuguesa, relativos aos anos de 2025 e 2026.
De acordo com esclarecimentos prestados por fonte do instituto, esta verba provirá diretamente do Orçamento do Estado. O modelo afasta, assim, um recurso extra à taxação de 2,5% sobre os prémios de seguros, que se mantém como a principal via de financiamento do INEM. O dinheiro destina-se a equilibrar as contas da instituição, pressionadas pelo aumento das contrapartidas financeiras pagas aos parceiros do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM).
O financiamento em causa incide sobre a verba mensal fixa que subsidia a prontidão das tripulações e das viaturas de socorro dos Postos de Emergência Médica (PEM). Estas equipas, operacionais 24 horas por dia, são responsáveis por assegurar perto de 90% da assistência pré-hospitalar em território nacional.
O sufoco financeiro do INEM acentuou-se em 2025, quando a comparticipação por ambulância saltou de 6.690 euros para 8.760 euros mensais. A partir de 1 de julho deste ano, o encargo vai sofrer um novo agravamento, fixando-se nos 10.800 euros por mês para cada uma das 520 ambulâncias ativas na rede. Adicionalmente, as restantes verbas contratuais serão revistas em função da taxa de inflação.