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Seguro e Montenegro unem-se no Luxemburgo para celebrar o 10 de Junho com a diáspora
O Presidente da República e o primeiro-ministro cumprem o primeiro ato oficial conjunto do Dia de Portugal, marcando presença junto de uma comunidade que representa mais de 13% da população luxemburguesa.
Por Redação
Publicado em 07/06/2026 09:43
Nacional
Foto:Tiago Petinga

Luxemburgo, 07 jun 2026 (Lusa) — O Presidente da República, António José Seguro, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, dedicam o dia de hoje aos emigrantes e estudantes portugueses radicados no Luxemburgo. O encontro assinala o arranque oficial das comemorações descentralizadas do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que este ano começam no Grão-Ducado antes de rumarem à ilha Terceira, nos Açores.

António José Seguro, que assumiu a chefia do Estado a 9 de março, optou por dar continuidade ao formato de dupla celebração estipulado pelo seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente já se encontrava no Luxemburgo desde sexta-feira em visita oficial, tendo sido recebido pelos Grão-Duques e pelo homólogo luxemburguês. Este domingo, o chefe do Executivo, Luís Montenegro, junta-se à comitiva presidencial após ter participado na Cimeira UE-Balcãs, em Montenegro.

A agenda conjunta deste domingo arranca durante a manhã com uma visita ao Centro Cultural Artikuss de Sanem, onde os dois governantes vão conviver com alunos portugueses. O ponto alto do programa está reservado para a tarde, na Filarmónica do Luxemburgo, num evento de massas com a comunidade lusa que contará com intervenções políticas dos dois líderes, a presença do Grão-Duque e um espetáculo musical a cargo de António Zambujo.

O encontro servirá também de palco para homenagear Orlando de Oliveira Pinto, um empresário natural de Castro Daire residente no Luxemburgo há quatro décadas. O emigrante será condecorado pelo Presidente da República pelo sucesso da sua empresa de construção civil, a Sopinor, que fundou em 2002 com apenas quatro funcionários e que atualmente emprega cerca de 700 trabalhadores — maioritariamente portugueses —, fixando-se como a segunda maior construtora do Grão-Ducado.

De acordo com os últimos dados demográficos oficiais, os cidadãos de nacionalidade portuguesa continuam a constituir a maior minoria estrangeira a residir no Luxemburgo. São quase 90 mil residentes fixos, o que equivale a sensivelmente 13,2% da população total do país, facto que levou o Palácio de Belém a classificar esta comunidade como uma das mais "expressivas e dinâmicas" de toda a diáspora portuguesa.

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