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Bruxelas Apresenta Novo Pacote de Sanções à Rússia Centrado em Setores de Maior Impacto
Ursula von der Leyen detalha o 21.º conjunto de penalizações contra Moscovo, visando a energia, pescas e criptomoedas, além de barrar a entrada de ex-combatentes das forças russas em território europeu.
Por Redação
Publicado em 09/06/2026 14:20
International
@Lusa

Bruxelas, 09 jun 2026 (Lusa) — A Comissão Europeia avançou esta terça-feira com uma nova proposta de sanções económicas contra a Rússia, focada nas áreas de "maior impacto" estrutural, como a energia, os serviços financeiros e as transações com criptoativos. O plano prevê ainda, como medida inédita, o impedimento de entrada de antigos militares das forças armadas russas no espaço da União Europeia (UE).

O anúncio foi feito pela presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, que sublinhou a eficácia da estratégia europeia. "A nossa consistência na aplicação dos pacotes de sanções está a dar resultados e hoje apresentamos o 21.º pacote de sanções [contra a Rússia]. Estamos concentrados nos setores de maior impacto: energia, serviços financeiros e comércio de criptomoedas. Desta vez, inclui também, pela primeira vez, o setor das pescas e, além disso, estamos a planear restringir a entrada na UE de antigos combatentes russos", declarou.

A líder europeia proferiu uma declaração oficial em Bruxelas, sem direito a perguntas por parte dos jornalistas, num momento em que se assinalam mais de quatro anos desde o início da invasão militar da Ucrânia. No total, o novo pacote engloba 16 medidas restritivas. Entre os pontos principais destacam-se o aperto do cerco à "frota fantasma" russa (petroleiros utilizados para contornar sanções), regras mais apertadas para o mercado de moedas digitais e a possibilidade de banir plataformas de criptoativos em países terceiros que colaborem com Moscovo. A nível comercial, serão aplicados novos bloqueios à exportação de metais selecionados, tecnologia militar e componentes para a montagem de drones.

Ursula von der Leyen aproveitou a intervenção para condenar a atividade militar de Moscovo e o impacto das investidas na segurança transfronteiriça da própria União Europeia. "Hoje em dia, quase todos os dias acordamos com o mesmo tipo de notícias: mais um grande ataque russo contra cidades ucranianas, atingindo civis indiscriminadamente e também acordamos com notícias de drones a violarem o espaço aéreo europeu sobre a região do Báltico e ao longo das nossas fronteiras orientais", lamentou.

A responsável lembrou episódios recentes em solo europeu para ilustrar a gravidade da situação atual na região do Mar Negro e do Leste da Europa. "Há duas semanas, um drone caiu num edifício residencial na Roménia e outro explodiu no porto de Constança na semana passada", detalhou Von der Leyen, concluindo com uma leitura política da postura do Kremlin: "alguns chamam a isto uma escalada russa, mas eu vejo de forma diferente, vejo isto como uma admissão simples de fracasso".

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