O Governo reconheceu a importância de estabelecer pontes e cedências com a oposição para garantir a viabilização do Plano de Saúde de Urgência (PSU). Contudo, a tutela optou por não desvendar, para já, quais as cedências específicas que está disposta a fazer.
O Governo admitiu publicamente que o sucesso do novo Plano de Saúde de Urgência (PSU) vai depender da sua capacidade de dialogar e encontrar denominadores comuns com os restantes partidos políticos. Numa fase em que a estabilidade do setor da saúde está no centro do debate público, o Executivo mostra-se disponível para uma "aproximação" de posições, sinalizando que o documento original não é intransigente e pode sofrer alterações para acomodar exigências da oposição.
Apesar da abertura manifestada para o diálogo e para a concertação de posições, os membros do Governo preferiram manter a discrição e escusaram-se a detalhar que medidas ou linhas vermelhas estão dispostos a negociar. A estratégia parece passar, por enquanto, por manter o tabuleiro de negociações em aberto, sem assumir compromissos públicos antes de auscultar formalmente os parceiros políticos e os agentes do setor.
A aprovação do PSU é vista como um dossiê crucial para a tutela, que enfrenta fortes pressões para resolver as debilidades no atendimento de urgência hospitalar e na gestão dos recursos humanos do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Resta agora saber até que ponto o Executivo estará disponível para ceder e quais as contrapartidas que os partidos da oposição irão exigir para dar 'luz verde' à estratégia governamental.
Fonte e imagem - Agência Lusa