Paris, 12 jun 2026 (Lusa) — Os líderes das sete maiores economias mundiais reúnem-se entre segunda e quarta-feira em Evian, França, para a cimeira do G7, num encontro centrado na coordenação de respostas às principais crises internacionais, com destaque para a guerra na Ucrânia e a escalada de tensões no Médio Oriente.
O encontro junta os responsáveis de França, Canadá, Alemanha, Itália, Reino Unido e Japão, num contexto internacional marcado pela incerteza e pela expectativa em torno da posição dos Estados Unidos, liderados por Donald Trump, considerada decisiva para eventuais consensos.
Trump deverá chegar ao local sob forte dispositivo de segurança, com cerca de 15 mil agentes destacados, num cenário de elevada vigilância. O Presidente norte-americano procura apresentar progressos nas negociações com o Irão para um eventual acordo de paz, embora Teerão ainda não tenha confirmado qualquer entendimento final.
Os restantes líderes pretendem alinhar posições sobre os vários focos de tensão no Médio Oriente, incluindo os conflitos envolvendo Irão, Israel, Gaza e Líbano, bem como a situação no estreito de Ormuz.
Na agenda está também a guerra na Ucrânia, com a presença do Presidente Volodymyr Zelensky. Os líderes europeus defendem a continuidade do apoio político, financeiro e militar a Kiev e procuram explorar vias para possíveis negociações com Moscovo, sem concessões territoriais iniciais.
O G7 irá ainda abordar questões económicas globais, com especial atenção à relação com a China, nomeadamente no comércio internacional, nas cadeias de abastecimento e nas tecnologias estratégicas, como a inteligência artificial.
A presidência francesa quer também reforçar a articulação com países parceiros como Brasil, Índia e Quénia, além de promover o diálogo com representantes do setor tecnológico sobre regulação digital e proteção de menores online.
A cimeira decorre sob um forte esquema de segurança, com mobilização conjunta de forças francesas e suíças, incluindo militares, polícia, drones e sistemas de vigilância aérea, para prevenir riscos de terrorismo, ciberataques e distúrbios.