Washington, 14 de junho de 2026 (Lusa) – O Presidente dos Estados Unidos anunciou a indicação de James M. McDonald para assumir a liderança da influente Procuradoria Federal do Distrito Sul de Nova Iorque (SDNY). O jurista, que é sócio da prestigiada firma Sullivan & Cromwell e integra atualmente a equipa de defesa pessoal de Donald Trump nos recursos contra as suas condenações criminais no caso Stormy Daniels, vai ocupar o lugar deixado vago por Jay Clayton, promovido esta semana a diretor de Informações Nacionais.
A escolha de McDonald coloca-o à frente de um dos gabinetes mais poderosos e prestigiados do Departamento de Justiça norte-americano. Sob a sua tutela direta ficará a investigação e acusação de processos de enorme complexidade e impacto global, abrangendo matérias que vão desde o contraterrorismo e espionagem até à corrupção pública e grandes fraudes financeiras em Wall Street.
Esta não é a primeira experiência do advogado na esfera governamental ou no próprio gabinete de Manhattan, onde já tinha desempenhado funções como procurador federal no passado. O percurso de James M. McDonald inclui ainda passagens pelo gabinete jurídico da Casa Branca durante a era de George W. Bush e o cargo de diretor de fiscalização na Comissão de Negociação de Futuros de Mercadorias ao longo da primeira presidência de Donald Trump.
Recentemente, McDonald destacou-se nos tribunais ao fazer parte da equipa de advogados que garantiu o arquivamento de um processo por fraude e conspiração contra o magnata indiano Gautam Adani, uma ação judicial herdada da Administração Biden e resolvida já sob o novo mandato republicano. Na rede social Truth Social, Trump manifestou total confiança no trabalho do nomeado, salientando que "Jamie irá apresentar resultados sólidos para o país", uma escolha que já foi elogiada publicamente pelo porta-voz da procuradoria de Manhattan, Nicholas Biase.
A movimentação nas cadeiras do poder em Washington surge na sequência de uma reestruturação forçada na segurança nacional. A nomeação de Jay Clayton para a chefia dos serviços secretos serviu para mitigar a pressão do Congresso, que exigia uma solução definitiva após a demissão de Tulsi Gabbard no mês passado e a forte oposição gerada pela nomeação interina de Bill Pulte para o cargo.